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Unimed Teresina realiza técnica inovadora no tratamento de duas causas de AVC

A cirurgia foi conduzida pelo cardiologista cooperado da Unimed Teresina, Mauro Guimarães. Unimed Teresina No Hospital Unimed Primavera, em Teresina, uma inter...

Unimed Teresina realiza técnica inovadora no tratamento de duas causas de AVC
Unimed Teresina realiza técnica inovadora no tratamento de duas causas de AVC (Foto: Reprodução)

A cirurgia foi conduzida pelo cardiologista cooperado da Unimed Teresina, Mauro Guimarães. Unimed Teresina No Hospital Unimed Primavera, em Teresina, uma intervenção cardíaca pouco comum marcou um avanço importante na medicina do estado. A equipe de hemodinâmica realizou, em um único procedimento, o fechamento simultâneo de um forame oval patente e de uma malformação arteriovenosa pulmonar: duas alterações que podem provocar acidente vascular cerebral (AVC), sobretudo em pacientes jovens. A cirurgia foi conduzida pelo cardiologista cooperado da Unimed Teresina, Mauro Guimarães (CRM: 3254). Segundo o médico, embora o fechamento do forame oval patente já seja realizado há anos, a correção concomitante das duas alterações nunca havia sido feita na unidade e possivelmente nem no estado. “O forame oval é uma pequena comunicação entre os átrios do coração que todos nós temos ainda na gestação. Normalmente ele se fecha no primeiro ano de vida, mas em parte da população permanece aberto. Quando isso provoca eventos como AVC, passa a ter indicação de tratamento”, explica. Ele ressalta que cerca de um terço das pessoas pode ter essa abertura, mas apenas uma parcela apresenta sintomas ou complicações. O diferencial do caso foi a associação com uma malformação vascular no pulmão, capaz de permitir a passagem de pequenos coágulos para a circulação arterial. “Tratando apenas uma das comunicações, a paciente ainda correria risco de novo evento. Por isso optamos pelo fechamento simultâneo, reduzindo a possibilidade de novos acidentes isquêmicos”, afirma. De acordo com o especialista, a paciente apresentava ainda uma condição genética incomum, a telangiectasia hereditária hemorrágica, caracterizada pela formação de vasos sanguíneos frágeis em diversos órgãos. A síndrome dificulta o uso de anticoagulantes, medicamento normalmente indicado para evitar trombos. Isso tornava a abordagem tradicional arriscada. “A paciente tinha alto risco de sangramento e não podia usar medicação para afinar o sangue. Ao mesmo tempo, havia comunicação entre os lados do coração e do pulmão que favorecia o AVC. Era uma situação de manejo muito complexo”, relata o cardiologista. Para garantir segurança, o procedimento foi realizado sob anestesia, com punção guiada por ultrassom, monitorização contínua da coagulação e acompanhamento em terapia intensiva nas primeiras 24 horas. Profissionais com experiência também em cardiologia intervencionista pediátrica participaram da intervenção. “Cada etapa foi planejada de forma personalizada para um caso raro como esse”, destaca. Avanço para a cardiologia no estado Para Mauro Guimarães, o procedimento simboliza um movimento contínuo de evolução da assistência prestada pela Unimed Teresina dentro da saúde suplementar piauiense. Ele explica que o serviço de hemodinâmica vem ampliando gradualmente o nível de complexidade dos atendimentos, indo além das intervenções mais frequentes, como o tratamento da doença coronariana, para incorporar terapias estruturais e congênitas cada vez mais sofisticadas. “Nosso objetivo é adaptar e trazer para Teresina o mesmo tratamento que seria oferecido em qualquer grande centro do mundo. Trabalhamos com técnicas modernas, materiais de última geração e uma equipe altamente qualificada para que o paciente tenha segurança e não precise sair do estado para resolver problemas cardíacos complexos”, afirma. Segundo o cardiologista, ao longo dos últimos anos o Hospital Unimed Primavera passou a realizar intervenções pouco comuns na região, incluindo implantes valvares por cateter, fechamento de comunicações cardíacas e tratamento de arritmias associadas a AVC. Alguns desses casos, inclusive, tornaram-se relatos científicos pela raridade. “São procedimentos pensados para situações graves ou raras. A ideia é que o beneficiário encontre aqui o mesmo padrão de cuidado disponível nos grandes serviços do Brasil e do exterior”, completa. Guimarães também atribui o sucesso da cirurgia à estrutura e à qualificação das equipes do hospital. “A Unimed Teresina nasceu com vocação para atendimento de alta complexidade. Há integração entre médicos, enfermagem, radiologia e suporte técnico, além do acesso a materiais modernos. Isso permite tratar casos graves aqui mesmo, sem que o paciente precise sair do estado”, diz. O cardiologista adianta ainda que o procedimento deve ser submetido à publicação científica, pela raridade da associação das duas alterações tratadas simultaneamente. “Esse caso mostra que a medicina praticada na Unimed Teresina está alinhada ao padrão dos grandes centros nacionais e internacionais. É um sinal de crescimento não só do hospital, mas da medicina do Piauí, que passa a ocupar um lugar de destaque também fora da região”, conclui o cardiologista Mauro Guimarães.